“Ela estava andando,
Mas seus pés não sabiam que rumo tomar,
Só sabiam quem queriam chegar a algum lugar.
E iriam chegar.
Só não se sabia exatamente onde.
Mas ela continuava andando,
Seus caminhos parecem que vão esvaecer às vezes,
Outras vezes parecem tão límpidos, tão claros, tão certos.
Estradas que são planejadas e traçadas,
Escolhidas e decididas,
Vistas e revistas.
A única certeza que tem é que
No final do arco-íris há um pote de ouro,
Um príncipe encantado
E a felicidade.
Ah, felicidade, tão impalpável e tão necessária.
Entretanto uma pergunta paira: ela sabe aonde quer chegar?
Sera que sabe qual é o seu arco-íris?
Ou ao menos se quer realmente o arco-íris?
Por que nada pode ser simples e fácil?
Por que nada pode ser menos desastroso?
Por que nada pode ser de única opção?
Por que os pés não sabem pra que lado seguir?
A certeza é que um dia terão que parar
E neste dia irão querer encontrar um chinelo confortável
E que não traga arrependimentos”
By euzinha mesma
Nossa, não é que eu tinha esquecido da existência disso daqui!!!! Por puro acaso voltei hoje, porque o vi entre os favoritos de algum blog alheio, e pensei: mas não é que é o meu blog!!! Já vi que tem um monte de reclamações aqui. Bah!
Muitas coisas aconteceram desde a última vez que postei. Muita coisa mudou. Eu mudei. Externamente, mas principalmente internamente. Meus objetivos mudaram, meus sonhos também. Vejo um monte de nuances que antes não percebia. Algumas pessoas me surpreendem e, o que eu achava que era absoluto, vejo que não é. Olho um pouco pra trás e algumas vezes não me (re)conheço. Não reconheço quem me rodeia. A certeza, segurança, motivação, vontade deram lugar a um monte de incertezas, dúvidas, decepções, comodidade, mas também uma louca vontade de recomeçar!!! Deletar tudo e digitar novamente. Owww coisa boa!
Dizem que todo recomeço dói, mas também é extremamente prazeroso. E eu quero recomeçar do começo, a partir de mim, até chegar ao que me rodeia. Aguardem! Maiores detalhes posteriormente.
Pois bem, babies, i’m going!!!!
Já que não aceita a foto na homenagem, vai aqui mesmo, antes. Leiam post abaixo!

(foto by Pati Cecatti)
Mais homenagens para ele no link: www.fotolog.net/karlalbuquerque
E tb no link: www.robertodecarvalho.cjb.net (em festa)
Hoje é um dos dias mais especiais do ano!!! Para os que pretendem ler este post até o final, saibam que será apenas uma imensa declaração de amor para um dos ‘caras’ mais incríveis que conheço, pois hoje é seu aniversário. Dedico este post ao meu queridinho, meu ‘bunitinho’, meu lindão, Rob, Robzinho, Robzito e tantos outros apelidos que o chamo... enfim, dedico ao queridíssimo Roberto de Carvalho.
Há pessoas que chegam à nossa vida e nada modificam, outras apenas passam e outras vão chegando de mansinho, se alojando devagarzinho e, quando vemos, não tem escapatória, é pra sempre. Assim foi o Roberto na minha vida. Confesso, até porque já confessei pra ele, que a primeira impressão quando o vi pessoalmente, lá pelos idos de 94, durante o show “A Marca da Zorra”, da Rita Lee, de quem sou fã incondicional e irrestrita, não foi muito boa não. Até o dia que, diante da multidão de gente, papéis e canetas rodeando a Rita, fiquei quieta, afastada, num canto de uma sala, com vergonha de fazer aquilo também (acho um desrespeito). E ele do outro lado, também quieto. Resolvi ser educada: ‘vamos dar boa tarde ao moço’. E assim começamos um papo, a princípio sem assunto, eu com medo, sem saber o que podia ou não falar. E ele, de um jeito manso, foi fazendo, a cada segundo, cair por terra aquela equivocadíssima primeira impressão. Não esqueço da sua imagem este dia: camiseta preta, óculos escuros, moleton, braços cruzados, muito bem arrumado e penteado, muito perfumado. Assim como, muito educado!!! Atento a tudo que se passava ao redor. E apaixonado... seu sorriso lindo se abria só ao olhar e admirar a Rita de longe. E isso é infalível: falou que a Rita é ‘bonitinha’, automaticamente ganha meu amor eterno. Pronto, o nó foi atado! Gamei ali mesmo diante de tanta atenção, generosidade, educação, inteligência, talento, perfeccionismo, carinho, doçura, mansidão e tantos outros atributos presentes nele, uma pessoa comum, como eu. Porém um grande e admirável homem! Alguém com um caráter que você não acredita que possa existir. Fiquei encantada. E, a partir daí, assim tem sido todos os nossos encontros, ao vivo ou não: um encanto que transcende os palcos e vai muito além do ‘artista’ que é. Pouco me lixo se ele está em cima de um palco ou é isso e aquilo. Ele é ele! Sempre me recebe de uma forma tão atenciosa, carinhosa, educada e generosa que fica difícil descrever. São olhares, sorrisos, códigos que só nós sabemos e entendemos. Gestos que valem muito mais que qualquer palavra...
Muitas pessoas não compreendem bem o que sinto por ele, nem entendem quando eu falo sobre ele com o olho brilhando, cheio de lágrimas (como agora), com um nó na garganta de tanto carinho... não entendem quando fico lembrando de tudo de tão generoso e carinhoso que ele já me fez, despropositadamente (é preciso muita generosidade para entender o amor de um fã e tratar com tanto carinho pessoas que você nem conhece e que se acham tão íntimas tuas). Não sei porque o ser humano tem uma tendência a não acreditar que você possa amar alguém sem qualquer interesse ‘devolutivo’. Que você pode ter muito carinho e admiração por alguém e este sentimento ser mais forte que você mesma e nem por isso você tem qualquer outro interesse além de que aquela pessoa permita que você sinta isso. Não entendem que NÃO IMPORTA se ele não me conhece bem ou se eu não represente nada além que mais uma na imensa multidão! Continuo amando-o da forma mais sincera e pura que existe, admirando-o por tudo que é, foi ou será, por tudo que faz, fez ou pensa em fazer, tendo um carinho incomensurável, morrendo de orgulho dele, respeitando imensamente até sua respiração, desejando pra ele a felicidade que desejo para mim mesma, e às vezes até maior!!! Desejo tudo isso e muito mais... e ele não precisa me dar nada em troca! Ele já me deu há muito tempo: sua existência!
Por ele, já escrevi livros, peguei brigas, xinguei, coordenei eventos, agente turística, fiquei sócia da Varig e dos Correios, virei webdesigner, produtora, pintora, estilista de moda e tudo mais que se imaginar. Aprendi sobre astrologia, música, melodias, o mundo do show business, sobre a vida... Desenvolvi talentos que não tenho. Práticas que não fazem parte da minha vida. Tudo só pra dizer o quanto gosto dele. Preocupo-me com ele, fico desesperada quando sei que não está bem, já ludibriei pessoas só pra conseguir saber como ele estava (nem precisava, ele mesmo, atenciosamente, despreocupava). Por várias vezes quase sai de Recife a SP só com a roupa do corpo porque queria ir pra perto deles, protegê-los, cuidar deles. Ai, que boba que sou! Como se pudesse fazer isso. Mas faria. Iria ao fim do mundo, se fosse preciso e necessário, se assim quisessem. Seria capaz de qualquer coisa. Valorizo demais seu talento, sua dedicação ao que faz, seu amor pela Rita e o cuidado que tem com ela e os filhos, seu profissionalismo, sensibilidade, responsabilidade e não perco uma única oportunidade de dizer isso pra ele. E se acham que sou louca, exagerada, pode ser... sou sagitariana! E, como tal, digo-lhes que nada nunca foi nem nunca será suficiente para que possa dizer o quanto ele é especial e importante na minha vida, o quanto eu o admiro e o quero sempre por perto e o quão grande é o carinho que sinto por ele. Nada será suficiente para que eu possa demonstrá-lo que, não importa a distância, geográfica e as outras, que nos separa, ele sempre estará muito perto de mim, porque está dentro do meu coração, está nos meus pensamentos e orações, está na minha vida, na minha história... e como sou feliz por isso!!! Como isso me faz bem! Sim, vale a pena!!! Vale muito a pena qualquer coisa quando é para, por e com eles!!! E assim eu quero que seja para sempre. Então, essa ladainha toda é só pra dizer o que ele já sabe: que desejo de coração que ele sempre seja muito feliz e que Deus o proteja muito. Sempre estarei por perto, torcendo, vibrando com cada vitória; rindo e chorando com ele, me emocionando!!! Obrigada, Roberto! Obrigada por existir. Obrigada por fazer parte da minha vida e por trazer tanta coisa boa pra ela. Eu adoro você!!!
Depois de uma longa hibernação, tirando as teias de aranha disso aqui. É, cansei antes do que imaginava: realmente isto de ficar escrevendo na internet sobre tudo, ou sobre nada, não me apetece. Mas atendendo a pedidos, vamos tentar escrever algo de interessante aqui. Há algumas semanas, recebi, num daqueles desinteressantes, insistentes e desrespeitosos bilhetes deixados embaixo da porta sem autorização prévia, uma oração de Santo Expedito. Parecia algo de corrente, mas fazia questão de repetir a cada parágrafo que não era corrente, não era brincadeira. E para finalizar com chave de ouro, a seguinte frase: “Envie 20 cópias para quem ache que necessita, não é brincadeira ou superstição. Carlos Nanci recebeu a carta, guardou e perdeu o emprego, lembrou da carta, enviou e em 13 dias arrumou novo emprego. Dalas recebeu e jogou fora, perdeu tudo que tinha, morreu 30 dias depois”. Ou seja, ou você envia ou acontecerá algo muito grave, você perderá tudo e morrerá. Você está obrigado a enviar, ou condenado a um martírio. Que cruel este Santo Expedito, não? Pra alguém equilibrado emocionalmente, financeiramente, isso significou apenas mais um papel tentando a todo custo manipular a fé alheia, porém para alguém desestruturado, os danos poderiam ser incalculáveis. Talvez porque a crença na existência de um Ser Supremo que nos dirige e de quem acreditamos depender ser a manifestação mais antiga do ser humano, se use como argumento principal para qualquer tentativa de manipulação, má fé, ludibriação. Isso me remete a algumas situações pelas quais já tive que passar no hospital. Respeito demais todo e qualquer paciente que cai nas minhas mãos, assim como toda e qualquer escolha, seja ela relacionada ao que for. E como ser humano normal, apenas passando por um estado de saúde não tão agradável, as crenças religiosas deste paciente devem ser atendidas e respeitadas. Se ele é protestante e quer o pastor, terá o pastor ao seu lado, se é umbandista e quer o pai-de-santo, eu o chamarei! Contudo abomino toda e qualquer forma de desrespeito aos meus pacientes ou de alienação e manipulação sobre algo que nos é tão forte. Já obriguei colegas a pedirem desculpas a pacientes, já cheguei a expulsar determinados representantes de uma designação religiosa aí, que trata pessoas como troféus, como prêmios que receberão caso as converta, aos gritos do hospital. Eu, uma pessoa pacífica, calma, de voz baixa e lenta, sair gritando pelos corredores, mandando aqueles “gafanhotos” se retirarem imediatamente ou os expulsaria a pontapés como marginais, chamaria a segurança, a polícia, o diabo, mas eles iam sair dali naquele momento!!! Como fiquei enfurecida este dia. Muitos conceitos relacionados à religião, à vida mudaram em mim desde que comecei a estudar e adentrar profundamente no tema “Morte”. Pois é, não se assustem. Já passei muitos anos envolvida, abstraída, estudando, o “processo de morte e morrer”. E ainda estudo. Afinal, convivo diariamente com ele, faço parte dele, já estive presente em muitos, já lutei contra muitos, assim como já colaborei com muitos (não no sentido de eutanásia, mas ajudando q ser menos doloroso e angustiante pros envolvidos). É um tema que muito me fascina. Algo que desde que nascemos, já temos a certeza, mesmo assim abominamos de uma forma avassaladora. Negamos. Cegamos. Os pesquisadores dizem que os profissionais de saúde são as pessoas que mais temem a morte. Demorei muito tempo para entender isso, mas hoje me é tão claro como água: enfim, por que lutamos tanto contra a doença e a morte, mesmo sabendo que fazem parte da vida e são inevitáveis? Por que tentamos detê-las a todo custo? Pra que usamos os últimos recursos, todos os artifícios tecnológicos, estando estes acima da dignidade humana, às vezes? Simplesmente porque a abominamos mais que todos, por isso brigamos contra, para um dia conseguir vencê-las. Não conseguindo, claro, o que nos resta? A frustração, a impotência, a sensação de “incompetência”, já que não exercemos bem a nossa profissão, não executamos aquilo que fomos treinados e doutrinados para executar. Em contrapartida, para nos proteger, a melhor opção é o afastamento, que nem de longe é realmente a melhor, desembocando em pessoas frias, calculistas, organistas, cruéis. Isso, não aceito. E não aceitarei nunca. E ficaria dias aqui só discutindo sobre isso e tudo que envolve a manutenção da ‘vida’ acima da manutenção da dignidade, inclusive na hora de morrer, mas deixo para outro dia, visto o tamanho deste post, hehe. O que importa é que continuarei brigando, defendendo, gritando, expulsando e jogando fora tudo que represente alienação e falta de respeito a qualquer tipo de ser, mesmo que, após isso, algum santo mande passar um trem por cima de mim.
PS: 1. Já está à venda o novo CD da Rita Lee, Rita Lee MTV ao Vivo. Pode-se encontrar na Som Livre ou na Saraiva. Vale a pena! Tá lindo! Perfeito. A música Meio Fio também já está tocando nas rádios.
2. Daqui a 3 dias é o aniversario de uma das pessoas mais especiais da minha vida, que ganhará homenagem especial aqui. Aguardem!
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